A distribuição espacial da COVID-19 e correlações intraurbanas em Belo Horizonte (MG)

Apresentações
Publicado em 2022
Projetos: InfoCOVID
Palavras chave: distribuição espacial; covid-19

Trabalhos apresentados no 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia pelos pesquisadores do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte da Universidade Federal de Minas Gerais.

Esse trabalho teve como objetivo avaliar a distribuição espacial dos casos das internações por SRAG-COVID e SRAG não especificada em Belo Horizonte, de março de 2020 à março de 2021. Os dados são provenientes de informes epidemiológicos publicados desde junho de 2020, conhecidos como InfoCOVID (as 14 edições podem ser acessadas em: https://www.medicina.ufmg.br/coronavi…. Esses informes são escritos por pesquisadores do Observatório de Saúde Urbana que em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de BH ficouo responsável pela análise da de internações e óbitos registrados na base de dados SIVEP-GRIPE. Neste trabalho são descritos resultados dos mapas de Kernel, com a distribuição espacial das internações por SRAG-COVID e SRAG não especificada. As análises foram feitas em duas fases: fase de controle, em que, na maior parte do período, apenas serviços essenciais estavam abertos (29/12/2019 até 05/08/2020) e fase de flexibilização, em que houve abertura gradual de todos os serviços da cidade, exceto escolas (de 05/08/2020 até 05/03/2021). Observamos que durante a predominância da fase de controle os hotspots se concentravam em áreas mais delimitadas da cidade e coincidiam, em sua maioria, com áreas de maior vulnerabilidade social (vilas/favelas). Após o início da flexibilização, houve espalhamento dos casos de internações pela cidade, apesar das áreas de maior vulnerabilidade social ainda serem predominantes entre os hotspots. Concluímos que os padrões espaciais intraurbanos permitem um desenvolvimento dinâmico de novas hipóteses da epidemia. O acompanhamento da distribuição do fenômeno de saúde no território potencializa as análises em um contexto tão urgente e serve como direcionamento das ações municipais, reforçando a necessidade de repensar um modelo de controle para a população de maior vulnerabilidade social.

Compartilhe essa publicação