Trabalhos apresentados no 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia pelos pesquisadores do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte da Universidade Federal de Minas Gerais.
Um recente estudo realizado por pesquisadores da Faculdade de Medicina da UFMG mostra que o número de brasileiros com 50 anos ou mais em solidão na pandemia foi menor que antes dela. Além de encontrarem uma taxa maior de relatos gerais de solidão no período pré-pandêmico, o estudo também relaciona o sentimento com a desconexão, seja essa relacionada à falta de contato presencial ou virtual. Apesar do cenário otimista, as taxas se mostram mais baixas apenas no caso de idosos que se sentem pouco solitários, enquanto a proporção de pessoas que se sentiam sozinhas sempre antes da pandemia ainda continua semelhante durante esse período. Ainda de acordo com o estudo, para as pessoas com os maiores níveis de solidão, apenas os contatos sociais do tipo digital podem não ser suficientes para afastar o sentimento percebido de isolamento.