Publicações

Categorias
Categorias
Ano de publicação
Ano de publicação - slider
20022026
Projetos
Projetos

Este estudo examina criticamente como abordagens transdisciplinares podem revelar e enfrentar os determinantes estruturais que sustentam os riscos sindêmicos das mudanças climáticas e das doenças não transmissíveis.

foto usar para comunicacçao
foto usar para comunicacçao

O homicídio é uma das principais causas de morte em muitos países, e evidências crescentes sugerem que variações de curto prazo na temperatura ambiente, especialmente temperaturas elevadas, podem estar associadas a um maior risco de homicídio. A América Latina é a região mais violenta do mundo; no entanto, o conhecimento sobre as relações entre temperatura ambiente e mortalidade por homicídio na região ainda é limitado.

Realizamos um estudo com desenho de série temporal de casos utilizando modelos quase-Poisson condicionais e modelos não lineares de defasagem distribuída para estimar associações de curto prazo (0–7 dias de defasagem) entre a temperatura média diária e mortes por homicídio em 307 cidades de sete países da América Latina entre 2000 e 2019.

Durante esse período, foram registradas 1.193.110 mortes por homicídio. Nossos resultados mostraram que temperaturas elevadas estiveram associadas a um aumento no risco de mortalidade por homicídio. A fração excedente de mortes por homicídio atribuível ao calor extremo (≥ percentil 95 da temperatura) foi de 0,61% (IC95%: 0,51–0,72%).

A análise estratificada indicou heterogeneidade mínima entre os sexos e grupos etários. Não houve evidência de que as associações fossem modificadas pelo nível educacional da cidade ou pelo Produto Interno Bruto per capita municipal.

Nosso estudo destaca a associação entre temperaturas elevadas e aumento do risco de mortalidade por homicídio. Esse achado representa uma preocupação relevante, considerando a tendência global de aumento da temperatura ambiental e a já elevada carga de mortalidade por homicídio na América Latina. É necessária maior atenção em níveis local, regional e continental para incorporar questões ambientais nas estratégias de prevenção da violência letal.

1-s2.0-S0013935126004111-main-imagens-0
1-s2.0-S0013935126004111-main-imagens-0

No dia 04 de março, o pesquisador Adalberto Lopes, do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte, participou do programa Hora Boa, da TV Evangelizar.

Durante a entrevista, o pesquisador falou sobre o papel do urbanismo no combate ao sedentarismo e explicou como a estrutura das cidades pode influenciar a adoção de hábitos mais ativos e saudáveis ou, ao contrário, favorecer comportamentos sedentários.

Assista à entrevista completa no YouTube.

Adalberto
Adalberto

A resenha aborda o livro publicado por Mara Viveros Vigoya em 2023. Trata-se, sobretudo pela perspectiva e pelos contextos que a autora mobiliza e representa, de uma publicação incontornável para pesquisadores da Saúde Coletiva, tanto para aqueles que já se dedicam à operacionalização dessa abordagem quanto para os que estão em processo de aproximação e descoberta de seus fundamentos.

O livro nos desafia a pensar a interseccionalidade não como mera ferramenta conceitual ou descritiva, mas como um campo em disputa, cuja potência analítica e política depende de seu enraizamento em contextos históricos e territoriais concretos.

resenha vigoya-imagens-0
resenha vigoya-imagens-0

O objetivo deste estudo foi investigar a associação entre sintomas depressivos e a percepção da vizinhança entre adultos mais velhos brasileiros residentes em áreas urbanas.

1518-8787-rsp-59-e42-pt-imagens-0
1518-8787-rsp-59-e42-pt-imagens-0

Relatório Bori-Overton lista os cientistas do Brasil que mais influenciam decisões no mundo e, entre eles, está a professora Waleska Caiaffa, coordenadora do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte.

PHOTO-2025-11-06-13-03-35
PHOTO-2025-11-06-13-03-35

A Professora Waleska Teixeira Caiaffa, coordenadora do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte, está entre os 107 cientistas brasileiros que mais influenciam decisões no mundo, segundo relatório divulgado por O Globo.

Reconhecimento que enche de orgulho toda a equipe do OSUBH e reafirma a relevância da pesquisa em saúde urbana produzida no Brasil.

Como referência em saúde urbana e epidemiologia, sua atuação reforça o papel da ciência brasileira na formulação de políticas públicas e na promoção de cidades mais justas, resilientes e saudáveis.

PHOTO-2025-11-06-12-17-59
PHOTO-2025-11-06-12-17-59

A OMS organizou uma série de estudos de caso que documenta como tomadores de decisão em todo o mundo estão encontrando maneiras novas e criativas de agir estrategicamente em relação à saúde urbana, alinhando sistemas, políticas e parcerias urbanas.

Esses casos fazem parte da iniciativa global “Adotando uma abordagem estratégica para a saúde urbana: um guia para tomadores de decisão”.

O OSUBH é um desses estudos de caso, apresentado como “Shaping Healthier Cities: The Pioneering Work of the Observatory for Urban Health in Belo Horizonte, Brazil”.

“Uma das formas mais eficazes de os governos construírem mecanismos sólidos para a conscientização situacional e a prática baseada em evidências é estabelecendo relações com parceiros acadêmicos locais. Em alguns contextos, observatórios urbanos de saúde formais podem desempenhar papéis importantes como nós de engajamento e troca entre governos e comunidades de pesquisa. Por quase um quarto de século, o Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte (OSUBH), no Brasil, tem cumprido exatamente essa função.”

📌 Leia mais nos links abaixo:

belo-horizonte-strategic-approach-to-urban-health-case-study-imagens-0
belo-horizonte-strategic-approach-to-urban-health-case-study-imagens-0

Este estudo descreve disparidades de gênero na associação entre condições socioeconômicas individuais e contextuais com hipertensão em adultos mais velhos que residem em áreas urbanas do Brasil. 

Foram analisados os dados de 6767 participantes do do Estudo Longitudinal de Saúde do Idoso Brasileiro (ELSI-Brasil), uma coorte nacionalmente representativa de adultos com idade ≥50 anos que vivem na comunidade. As análises foram conduzidas como parte do projeto ELSI-Urbe, que integra dados individuais do ELSI-Brasil com informações urbanas contextuais.

e507c6f7-f4b9-44af-9622-713524060be1-imagens-0
e507c6f7-f4b9-44af-9622-713524060be1-imagens-0

Comunicar os resultados das nossas pesquisas é um passo importante para a conexão com quem faz as políticas públicas com quem trabalha para melhorar as condições de vida nas nossas cidades.

Por isso preparamos um material sobre um dos nossos últimos artigos ‘Gênero e Saúde Urbana’ que apresenta uma ferramenta para auxiliar pesquisadoras(es), gestoras (es), ativistas e quem mais se interessar, em avaliar as características dos espaços urbanos que podem fazer com que sejam promotores de equidades de gênero.

A cartilha está disponível em português, inglês e espanhol, em formato web ou para impressão, para quem quiser compartilhar com outras pessoas interessadas!

Nos ajude a fazer esse material chegar em quem se interessa em criar cidades mais justas e produtoras de equidade de gênero!

Gênero e Saude Urbana_PORT_WEB FINAL-imagens-0
Gênero e Saude Urbana_PORT_WEB FINAL-imagens-0