Trabalhos apresentados no 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia pelos pesquisadores do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte da Universidade Federal de Minas Gerais.
Os objetivos deste trabalho foram estimar a prevalência de realização de mamografia nos últimos dois anos entre mulheres de 50-69 anos residentes em duas vilas de Belo Horizonte e seus respectivos entornos, e investigar em cada área geográfica as características sociodemográficas e da utilização dos serviços de saúde associadas à realização deste exame. Os dados são provenientes do inquérito domiciliar denominado Projeto BH-VIVA, realizado em 2017/2018, em Belo Horizonte. O processo amostral foi realizado por conglomerados em três estágios: setores censitários, domicílios e morador adulto (n=1194). A amostra deste estudo foi composta por 241 mulheres de 50-69 anos (vilas, n=169; entornos, n=72). O rastreamento mamográfico superior a 70%, conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde, foi observado somente entre mulheres residentes nos entornos. A realização de consulta médica e de exame de Papanicolau mostraram-se associados à realização de mamografia em menos de dois anos entre residentes nas vilas e em seus entornos.