Trabalhos apresentados no 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia pelos pesquisadores do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte da Universidade Federal de Minas Gerais.
O objetivo do trabalho foi investigar a tendência temporal da atividade física no lazer, entre 2010 e 2019, em adultos brasileiros (≥18 anos) residentes nas capitais e distrito federal segundo sexo, faixa etária e escolaridade. Série temporal analisando dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). A atividade física no lazer foi avaliada por questões relativas à frequência e duração da prática de algum tipo de exercício físico ou esporte nos últimos três meses. Participantes que praticaram atividades físicas no tempo livre no mínimo por 150 minutos/semana de atividade de intensidade moderada ou 75 minutos/semana com intensidade vigorosa foram considerados ativos. A regressão de Prais-Winsten foi utilizada na análise. Houve aumento na prática de exercícios físicos e/ou esportes durante lazer em adultos brasileiros residentes nas capitais, exceto para escolaridade ≥12 anos, a qual foi apontada como estacionária. Esses achados são relevantes, pois evidenciam aumento na conscientização da população quanto à importância deste hábito para benefícios à saúde.