Trabalhos apresentados no 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia pelos pesquisadores do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte da Universidade Federal de Minas Gerais.
O objetivo deste trabalho foi avaliar os determinantes ambientais, incluindo ambiente físico, ambiente social e a percepção do ambiente físico e da vizinhança, que são associados com ter uma velocidade da marcha mais elevada. Trata-se de um estudo transversal,baseado em 5.432 idosos com 60 anos ou mais que participaram da linha de base do ELSI-Brasil. Encontramos que idosos vivendo em um domicílio com acesso apenas por escadas e sem problemas de equilíbrio tiveram pior velocidade da marcha. Por outro lado, idosos com problemas de equilíbrio tiveram pior velocidade da marcha quando tinham preocupações ao atravessar a rua e ausência de amigos. Os resultados apontam que reduzir barreiras físicas e aumentar o tempo dos sinais de pedestres podem ajudar a manter a velocidade da marcha maior ou igual a 1m/s. Ainda, no ambiente social, promover o aumento dos contatos sociais também pode ser benéfico.