Mais da metade da população do planeta vive hoje em cidades, e até 2050 serão dois terços. No entanto, o ambiente das cidades frequentemente não favorece uma alimentação saudável nem a prática de atividade física suficiente, afetando negativamente a saúde de seus habitantes. Por isso, é significativo o aumento de doenças crônicas não transmissíveis como diabetes, obesidade, doenças cardíacas e câncer. Ao mesmo tempo, eventos climáticos extremos estão tornando a vida ainda mais difícil nas cidades, especialmente para os grupos mais vulneráveis, que estão mais expostos aos efeitos de chuvas, alagamentos, deslizamentos, ondas de calor, entre outros. O projeto GDAR busca encontrar novas maneiras de medir os riscos que o viver urbano impõe às pessoas que vivem em cidades nos países do sul global, ou chamados de baixa e média renda. Buscamos assim compreender como as cidades estão (ou não) se adaptando a esses riscos, e como interagem com comunidades e formuladores de políticas para encontrar soluções sustentáveis.


