Percepção de moradores sobre os impactos em saúde do programa de urbanização Vila Viva BH

Apresentações
Publicado em 2022
Projetos: BH-Viva
Palavras chave: saúde; urbanização; vila viva; favelas

Trabalhos apresentados no 11º Congresso Brasileiro de Epidemiologia pelos pesquisadores do Observatório de Saúde Urbana de Belo Horizonte da Universidade Federal de Minas Gerais.

Belo Horizonte é a sexta maior cidade do Brasil com uma população de mais de 2 milhões de habitantes. É aqui que acontece o Programa Vila Viva, que implementou intervenções estruturais em diversas vilas, favelas e assentamentos informais, incluindo intervenções no ambiente físico, equipamentos para desenvolvimento social e regularização fundiária. Este trabalho faz parte do Projeto BH Viva, conduzido pelo OSUBH que avalia o impacto das intervenções do Vila Viva na saúde e qualidade de vida das pessoas. O componente qualitativo do BH Viva focou nas percepções das e dos moradores locais sobre as obras e seus impactos na saúde e no bem-estar, entendendo que pessoas e grupos diversos, seja por gênero, raça-cor, status sócio-econômico, idade, habilidade e outros, são afetados e percebem de formas diferentes os efeitos das intervenções. Nossos resultados apontam que a percepção desses efeitos varia entre pessoas direta e indiretamente afetadas pelas intervenções, pessoas que foram ou não removidas devido às obras do projeto, e seu grau de vulnerabilidade econômica. Concluímos que intervenções como o Vila Viva têm efeitos que interagem com iniquidades pré-existentes e podem implicar tanto melhora como degradação da saúde dos moradores e que é necessária uma pesquisa contextualizada territorialmente para analisar os efeitos dessas intervenções, tanto do ponto de vista da cidade como do cotidiano das pessoas, informando e apoiando políticas públicas para inclusão e acesso a serviços e benefícios que a cidade formal oferece e assim promovendo a justiça e o direito à essa mesma cidade.

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